27 de Agosto – Lucas 2 e Jó 29-31 【Plano de Leitura Doutrina Cristã】

Plano de Leitura Bíblica Anual Doutrina Cristã, 27 de agosto, Lucas 2 e Jó 29-31.

Você está acessando o Plano de Leitura Bíblica Anual Doutrina Cristã que propõe a leitura diária do Antigo e o Novo Testamento, meditando em dois períodos ou, se preferir, em apenas um período de meia hora por dia.

A leitura no Novo Testamento não segue sempre a ordem bíblica dos livros, mas foi reorganizada para se facilitar a assimilação da doutrina cristã.

Leitura Bíblica do Dia

Leitura Bíblica do Dia - 27 de Agosto - Plano de Leitura Bíblica Doutrina Cristã

Neste Plano de Leitura Bíblica Anual Doutrina Cristã, os textos de 27 de agosto são Lc 2 e Jó 29-31.

Lucas 2

1 Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se.
2 Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria.
3 Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.
4 José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi,
5 a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
6 Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias,
7 e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.
8 Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite.
9 E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor.
10 O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo:
11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
12 E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.
13 E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
14 Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.
15 E, ausentando-se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer.
16 Foram apressadamente e acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura.
17 E, vendo-o, divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino.
18 Todos os que ouviram se admiraram das coisas referidas pelos pastores.
19 Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração.
20 Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado.
21 Completados oito dias para ser circuncidado o menino, deram-lhe o nome de JESUS, como lhe chamara o anjo, antes de ser concebido.
22 Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor,
23 conforme o que está escrito na Lei do Senhor: Todo primogênito ao Senhor será consagrado;
24 e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida Lei: Um par de rolas ou dois pombinhos.
25 Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.
26 Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.
27 Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava,
28 Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo:
29 Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra;
30 porque os meus olhos já viram a tua salvação,
31 a qual preparaste diante de todos os povos:
32 luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel.
33 E estavam o pai e a mãe do menino admirados do que dele se dizia.
34 Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição
35 (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.
36 Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara
37 e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações.
38 E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.
39 Cumpridas todas as ordenanças segundo a Lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, para a sua cidade de Nazaré.
40 Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.
41 Ora, anualmente iam seus pais a Jerusalém, para a Festa da Páscoa.
42 Quando ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa.
43 Terminados os dias da festa, ao regressarem, permaneceu o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem.
44 Pensando, porém, estar ele entre os companheiros de viagem, foram caminho de um dia e, então, passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos;
45 e, não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura.
46 Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.
47 E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas.
48 Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura.
49 Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?
50 Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera.
51 E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração.
52 E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.

Jó 29

1 Prosseguiu Jó no seu discurso e disse:
2 Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que Deus me guardava!
3 Quando fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça, quando eu, guiado por sua luz, caminhava pelas trevas;
4 como fui nos dias do meu vigor, quando a amizade de Deus estava sobre a minha tenda;
5 quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos, em redor de mim;
6 quando eu lavava os pés em leite, e da rocha me corriam ribeiros de azeite.
7 Quando eu saía para a porta da cidade, e na praça me era dado sentar-me,
8 os moços me viam e se retiravam; os idosos se levantavam e se punham em pé;
9 os príncipes reprimiam as suas palavras e punham a mão sobre a boca;
10 a voz dos nobres emudecia, e a sua língua se apegava ao paladar.
11 Ouvindo-me algum ouvido, esse me chamava feliz; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim;
12 porque eu livrava os pobres que clamavam e também o órfão que não tinha quem o socorresse.
13 A bênção do que estava a perecer vinha sobre mim, e eu fazia rejubilar-se o coração da viúva.
14 Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a minha eqüidade.
15 Eu me fazia de olhos para o cego e de pés para o coxo.
16 Dos necessitados era pai e até as causas dos desconhecidos eu examinava.
17 Eu quebrava os queixos do iníquo e dos seus dentes lhe fazia eu cair a vítima.
18 Eu dizia: no meu ninho expirarei, multiplicarei os meus dias como a areia.
19 A minha raiz se estenderá até às águas, e o orvalho ficará durante a noite sobre os meus ramos;
20 a minha honra se renovará em mim, e o meu arco se reforçará na minha mão.
21 Os que me ouviam esperavam o meu conselho e guardavam silêncio para ouvi-lo.
22 Havendo eu falado, não replicavam; as minhas palavras caíam sobre eles como orvalho.
23 Esperavam-me como à chuva, abriam a boca como à chuva de primavera.
24 Sorria-me para eles quando não tinham confiança; e a luz do meu rosto não desprezavam.
25 Eu lhes escolhia o caminho, assentava-me como chefe e habitava como rei entre as suas tropas, como quem consola os que pranteiam.

Jó 30

1 Mas agora se riem de mim os de menos idade do que eu, e cujos pais eu teria desdenhado de pôr ao lado dos cães do meu rebanho.
2 De que também me serviria a força das suas mãos, homens cujo vigor já pereceu?
3 De míngua e fome se debilitaram; roem os lugares secos, desde muito em ruínas e desolados.
4 Apanham malvas e folhas dos arbustos e se sustentam de raízes de zimbro.
5 Do meio dos homens são expulsos; grita-se contra eles, como se grita atrás de um ladrão;
6 habitam nos desfiladeiros sombrios, nas cavernas da terra e das rochas.
7 Bramam entre os arbustos e se ajuntam debaixo dos espinheiros.
8 São filhos de doidos, raça infame, e da terra são escorraçados.
9 Mas agora sou a sua canção de motejo e lhes sirvo de provérbio.
10 Abominam-me, fogem para longe de mim e não se abstêm de me cuspir no rosto.
11 Porque Deus afrouxou a corda do meu arco e me oprimiu; pelo que sacudiram de si o freio perante o meu rosto.
12 À direita se levanta uma súcia, e me empurra, e contra mim prepara o seu caminho de destruição.
13 Arruínam a minha vereda, promovem a minha calamidade; gente para quem já não há socorro.
14 Vêm contra mim como por uma grande brecha e se revolvem avante entre as ruínas.
15 Sobrevieram-me pavores, como pelo vento é varrida a minha honra; como nuvem passou a minha felicidade.
16 Agora, dentro de mim se me derrama a alma; os dias da aflição se apoderaram de mim.
17 A noite me verruma os ossos e os desloca, e não descansa o mal que me rói.
18 Pela grande violência do meu mal está desfigurada a minha veste, mal que me cinge como a gola da minha túnica.
19 Deus, tu me lançaste na lama, e me tornei semelhante ao pó e à cinza.
20 Clamo a ti, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim.
21 Tu foste cruel comigo; com a força da tua mão tu me combates.
22 Levantas-me sobre o vento e me fazes cavalgá-lo; dissolves-me no estrondo da tempestade.
23 Pois eu sei que me levarás à morte e à casa destinada a todo vivente.
24 De um montão de ruínas não estenderá o homem a mão e na sua desventura não levantará um grito por socorro?
25 Acaso, não chorei sobre aquele que atravessava dias difíceis ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado?
26 Aguardava eu o bem, e eis que me veio o mal; esperava a luz, veio-me a escuridão.
27 O meu íntimo se agita sem cessar; e dias de aflição me sobrevêm.
28 Ando de luto, sem a luz do sol; levanto-me na congregação e clamo por socorro.
29 Sou irmão dos chacais e companheiro de avestruzes.
30 Enegrecida se me cai a pele, e os meus ossos queimam em febre.
31 Por isso, a minha harpa se me tornou em prantos de luto, e a minha flauta, em voz dos que choram.

Jó 31

1 Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?
2 Que porção, pois, teria eu do Deus lá de cima e que herança, do Todo-Poderoso desde as alturas?
3 Acaso, não é a perdição para o iníquo, e o infortúnio, para os que praticam a maldade?
4 Ou não vê Deus os meus caminhos e não conta todos os meus passos?
5 Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano
6 (pese-me Deus em balanças fiéis e conhecerá a minha integridade);
7 se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer mancha,
8 então, semeie eu, e outro coma, e sejam arrancados os renovos do meu campo.
9 Se o meu coração se deixou seduzir por causa de mulher, se andei à espreita à porta do meu próximo,
10 então, moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela.
11 Pois seria isso um crime hediondo, delito à punição de juízes;
12 pois seria fogo que consome até à destruição e desarraigaria toda a minha renda.
13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo,
14 então, que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo ele a causa, que lhe responderia eu?
15 Aquele que me formou no ventre materno não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?
16 Se retive o que os pobres desejavam ou fiz desfalecer os olhos da viúva;
17 ou, se sozinho comi o meu bocado, e o órfão dele não participou
18 (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como se eu lhe fora o pai, e desde o ventre da minha mãe fui o guia da viúva.);
19 se a alguém vi perecer por falta de roupa e ao necessitado, por não ter coberta;
20 se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com a lã dos meus cordeiros;
21 se eu levantei a mão contra o órfão, por me ver apoiado pelos juízes da porta,
22 então, caia a omoplata do meu ombro, e seja arrancado o meu braço da articulação.
23 Porque o castigo de Deus seria para mim um assombro, e eu não poderia enfrentar a sua majestade.
24 Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: em ti confio;
25 se me alegrei por serem grandes os meus bens e por ter a minha mão alcançado muito;
26 se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, que caminhava esplendente,
27 e o meu coração se deixou enganar em oculto, e beijos lhes atirei com a mão,
28 também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria eu ao Deus lá de cima.
29 Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio e se exultei quando o mal o atingiu
30 (Também não deixei pecar a minha boca, pedindo com imprecações a sua morte.);
31 se a gente da minha tenda não disse: Ah! Quem haverá aí que não se saciou de carne provida por ele
32 (O estrangeiro não pernoitava na rua; as minhas portas abria ao viandante.)!
33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio;
34 porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, de sorte que me calei e não saí da porta.
35 Tomara eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui a minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação!
36 Por certo que a levaria sobre o meu ombro, atá-la-ia sobre mim como coroa;
37 mostrar-lhe-ia o número dos meus passos; como príncipe me chegaria a ele.
38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem;
39 se comi os seus frutos sem tê-la pago devidamente e causei a morte aos seus donos,
40 por trigo me produza cardos, e por cevada, joio. Fim das palavras de Jó.

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